Mauá viveu um cenário de tensão na tarde e noite de ontem após uma ação da Polícia Militar contra o tráfico de drogas na região do Zaíra 6. A ação policial resultou no estouro de uma casa usada como base do tráfico, onde também funcionava uma espécie de contabilidade do crime organizado. Durante a abordagem, houve troca de tiros, um dos suspeitos foi baleado e morreu no local. Segundo informações preliminares, o indivíduo tinha possível ligação com o PCC. Outro homem foi preso na operação. Ele possui 27 passagens criminais, incluindo uma tentativa de homicídio contra um policial militar, o que mostra o alto nível de periculosidade dos envolvidos.

Após a ação da polícia no período da tarde, criminosos teriam reagido à noite, promovendo ataques na região como forma de represália. No Zaíra 6 e imediações do Macuco, pneus foram incendiados em diversas vias para bloquear o acesso e um ônibus foi totalmente queimado, espalhando pânico entre moradores e tornando impossível a circulação dos coletivos naquela área. Com a escalada da tensão e por questões de segurança, a operação das linhas de ônibus que atendem a região precisou ser suspensa imediatamente.
O clima de instabilidade se intensificou e, por volta das 23h, todo o sistema de transporte público do município foi temporariamente interrompido, levando ao fechamento do Terminal Central de Mauá. Passageiros foram pegos de surpresa, e a cidade ficou sem ônibus circulando durante algumas horas. Diante da gravidade da situação, a Prefeitura de Mauá entrou em contato com a empresa responsável pelo transporte, mobilizou equipes da GCM (Guarda Civil Municipal) e solicitou apoio da Polícia Militar para reforçar a segurança e garantir a retomada da operação.

Após negociações e com o reforço nas ruas, os ônibus conseguiram deixar o terminal para realizar as últimas viagens da noite, permitindo que a população, ao menos, retornasse para mais perto de casa em segurança. Por volta das 4h da manhã, o transporte coletivo começou a operar normalmente em quase toda a cidade, com exceção de duas linhas diretamente impactadas pelos ataques: Zaíra 4 e Zaíra 6, que só retomaram a circulação às 6h da manhã, quando o dia clareou.
Apesar do cenário de pânico vivido durante a noite, a Prefeitura informou que não houve feridos nos ataques ou na retomada do transporte. Os episódios, no entanto, reforçam a tensão entre o crime organizado e as forças de segurança na cidade, expondo o impacto direto na rotina dos moradores, que ficaram sem ônibus, enfrentaram bloqueios e presenciaram momentos de medo e incerteza.
